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“A hora da independência”

29 mar
Permito-me aqui, publicar matéria assinada por Bruno Calixto que saiu hoje na Tribuna de Minas. Seu conteúdo está em sintonia com o nosso papo dos últimos dias: formas alternativas de fomentar a música!
O link para o local de origem é este – lembrando que é preciso fazer login para ter acesso ao conteúdo da Tribuna.

A hora da independência

Bruno Calixto
Repórter

2010 – Em um ano de crise econômica mundial, os selos independentes colocaram menos
discos na praça do que o usual. 1990 – O caminho foi a internet, veículo, aliás, cada vez mais utilizado pelos artistas brasileiros. Basta lembrar que muitas bandas adiantaram ou lançaram gratuitamente seus discos pela rede e, em tempos de banda larga, quase todos já circulam por aí antes mesmo do lançamento oficial. Sucesso comercial e prêmios como o Grammy 2011 evidenciaram a influência de bandas como a canadense Arcade Fire, consagrando o trabalho dos selos “indies” e das gravadoras independentes. Uma história que tomou fôlego na virada do milênio.

Por aqui, a conversa parece seguir o mesmo trajeto. No último final de semana, a primeira edição do festival Grito Rock na cidade demonstrou que o mercado da música, pautado na figura da estrela, pode estar perto do fim. Para a curadora do evento, Virgínia Strack, são poucos os que conseguem se beneficiar do aparato disponibilizado pela indústria cultural. “Se você ligar o rádio por uma hora vai ouvir os mesmos artistas sempre. Na televisão, a mesma coisa. Os mesmos no anúncio do shampoo, da cerveja, da loja de eletrodomésticos…”, dispara. “Por outro lado, nunca se viu tantos artistas produzindo de forma independente”, afirma.

Fabrício Ofuji, produtor da Móveis Coloniais de Acaju (banda de Brasília que tocou no Cultural Bar na sexta), considera – com algumas ressalvas – a força dos festivais como fomentadora da cena independente. “É uma possibilidade sim, mas as bandas têm que entender que não é um trabalho só de alguns agentes da música”, defende. “Participa destes festivais um público que atinge formadores de opinião. O Móveis, a cada ano, tem crescido, dobrado a produtividade. A ideia é não ter limites”, salienta o produtor.

Já o baiano Maurício Baia, que se apresentou no sábado, aponta a internet como a grande difusora de novos e notáveis talentos. “A rede possibilitou sucessos que antes não aconteceriam e fracassos que até recentemente não se imaginava”, observa. “Assisti a um documentário americano que colocava o Brasil numa espécie de vanguarda neste assunto, mas aquela era uma visão, pois, para os gringos das gravadoras, o nosso país é um antro de pirataria mal combatida”, desdenha.

Em dois tempos, outros rumos

A conquista do principal prêmio da noite do “Oscar” da música, o Grammy de melhor CD foi para “The suburbs”, projeto do Arcade Fire, lançado pelo pequeno selo Merge, cuja intenção, segundo o vocalista Win Butler em seu discurso de agradecimento, “foi evidenciar o ápice da exposição, influência e reconhecimento obtido pelo indie rock e, eventualmente, pela gravadoras independentes”. O produtor Adriano Daga, da Norcal Produções, em São Paulo, acha que as bandas sempre ditaram tendência e influenciaram comportamentos e concepções estéticas, sendo independentes ou não. “O fato é que essas bandas e estes selos ‘menores’ e independentes estão tendo maior visibilidade e oportunidade, ajudando, assim, a aumentar e a divulgar muito mais novas tendências e modas”, ressalta.

Dividido em duas recentes etapas, este processo começou com nomes que deram os primeiros passos na virada dos anos 1990 para 2000 e, hoje, atingiram espaço na mídia, na moda e no mercado que dita comportamento e concepção estética. “Isso veio com o ‘boom’ da internet, o que fez com que se tornasse cada vez mais acessível a divulgação e a exposição de uma banda”, avalia Daga, citando redes sociais como Orkut, Facebook, Twitter, Fotolog, blogs, MySpace como a principal ferramenta de disseminação da cultura indie.

"Ladrão", de Dani Vitarelli no My space

Novos tempos, novos rumos

Vocalista da banda Hibrida, Tiago Vieira alerta que os rumos do embate entre selos e músicos vão muito além do que o mercado sugere. “Os selos não são ONGs, eles precisam de dinheiro assim como qualquer outra empresa que trabalhe com cultura. O posicionamento e a postura têm que vir do artista, que deve impor limites, administrar sua imagem e carreira para conseguir se manter num lugar ao sol”, diz.

Calcada na carona do avanço da cena independente no país, a Hibrida, que trocou Juiz de Fora por São Paulo em 2010, vem aproveitando as oportunidades sem medo de tentar formas alternativas de divulgação e mercado. “Fazendo shows, ampliando nosso público e crescendo cada dia mais com muito trabalho autoral, disciplina e dedicação”, define Vieira. “As gravadoras maiores ainda dominam uma boa fatia do mercado. Elas ainda detêm as fontes fortes de divulgação em massa como rádio e TV, mas temos que fazer o nosso e acreditar”, alega.

Arctic Monkeys, Blur, Forgotten Boys, Patu Fu, The Strokes, Franz Ferdinand e muitos outros. Todos estes nomes são bons exemplos de bandas que têm aparecido na cena Indie. Mas qual é o caminho do mercado dos “sem mercado”? “O que diferencia o sucesso e longevidade da carreira dessas bandas é justamente a aceitação do público e o foco no tipo de espectador e estilo que o músico desenvolve”, responde Adriano Daga. “Aproveitar a boa maré e crescer, produzir, saber divulgar, tocar muito, gravar sempre e amar o que faz. Essa nova era exige muito amor pela arte”, completa Tiago Vieira, com a certeza de quem – como tantos de sua geração – pretende chegar lá, independente de qualquer outra coisa.

 

Há música em Juiz de Fora!

27 mar

2011 começou para mim em novembro do ano passado e o reveillon foi celebrado a música. Em meio aos preparativos do Festival Comportamentos Alternativos, que aconteceria em dezembro, acabei me envolvendo com o espetáculo “Imaginasom“, criação-homenagem ao cinema, com imagens selecionadas pelo Coletivo Kinoia (RJ) e musicado pelo Quinteto São do Mato e, tudo isso ao vivo no Theatro Central. Participei da divulgação, da produção e claro, da felicidade divida com artistas, produtores e público. A satisfação por assistir a um evento diferenciado, com ideia, criatividade e talento me fez pensar sobre o que nossa cidade pode construir com tantos músicos excelentes e uma platéia faminta por novidade e qualidade.

Estas imagens foram transmitidas ao vivo pelo Twitter do Quinteto que, além do show, teve também alguns dos ensaios sendo transmitidos pela internet durante a preparação para o Imaginasom. O site do Quinteto ainda está em construção, mas as músicas do primeiro CD e outras informações já estão por lá – acesse: quintetosaodomato.com. Em breve, o DVD com o espetáculo já estará disponível ao público e terá um grande lançamento em Juiz de Fora, aguardem!

E dezembro chegou com o Festival Comportamentos Alternativos promovido e produzido pelo Coletivo Epinefrina sob a tutela de Bruno Santos, o Santinho. Nele reunimos oito bandas locais e fizemos o seguinte desafio: cada grupo teria meia-hora para tocar, sendo que apenas uma música poderia ser de outro artista. Portanto, a maioria do que rolou no Diversão & Arte foram criações autorais de músicos que, geralmente, possuem um repertório de covers conhecido, pedido e ovacionado pelo público e por casas comerciais. Participaram do projeto: Riffari, Neurotica, Expanded Nose, Matilda, Quinteto São do Mato,  Híbrida, Aquilantes e Silva Soul. A ideia era juntar amigos e pessoas que não se conheciam, mas que estão em busca do mesmo objetivo: levar a música de Juiz de Fora para o público e de forma independente. Cada banda teve uma de suas músicas gravada e em breve serão lançados um CD do Festival – para download, e um DVD com as apresentações. O Festival além de promover a exibição das bandas, teve como objetivo entregar de forma gratuita para os participantes, conteúdo para divulgação de suas músicas. Assista abaixo o vídeo promocional do DVD:

Em 2011, o Festival Comportamentos Alternativos promete ser ainda mais completo e independente.

O ano mal havia começado e uma viagem (adiada de outubro de 2010) apareceu e abalou minhas redes. O primeiro final de semana deste ciclo solar aprofundou meus ouvidos e o coração para a música e, ao mesmo tempo, encantou a oportunidade de estar participando de uma produção audiovisual. Aliás, por falar em olhos, os meus ficaram admirados com a paisagem do “Nas Nuvens”, localizado na serra do mar e palco para a gravação do 1º DVD do grupo de choro contemporâneo Taruíra, de Petrópolis.

O trabalho rendeu frutos para a vida pessoal. Tantos os músicos do Taruíra, quanto produtores e outros participantes da gravação do DVD se mostraram pessoas muito receptivas e com grande afeto pela música e pelo grupo da produtora Pararaio Filmes. Ali se formou uma parceria entre as duas grandes cidades médias entre o Rio e BH. Agora, no próximo dia 31, o resultado desse dia será exibido para o público em um evento que, provavelmente, confirmará ainda mais a vocação de Juiz de Fora para o lançamento de grandes artistas e álbuns. Essa tradição, um pouco esquecida, foi muito bem seguida nos anos 1970 e 1980 por artistas como Chico Buarque e Milton Nascimento que, antes mesmo da 1ª exibição de suas obras no Rio e outras capitais, cantavam para a cidade. Inclusive, neste último fim de semana, o pianista Nelson Freire fez a estréia de seu recital no teatro Pró-Música, primeira participação do pianista em terras brasileiras com o novo trabalho e em 2011.

Além destes três eventos em que tive a oportunidade de participar diretamente, muitos outros novos trabalhos e programas promovidos em Juiz de Fora vêm chamando a atenção e criando um novo público ou pelo menos, despertando um público que sempre existiu, mas que estava desorganizado e órfão de  informações e boas oportunidades como, por exemplo, Epinéfricos # – shows de rock´n roll na veia produzido por Santinho, pelo núcleo de música do Col. Epinefrina e o próprio Grito do Rock JF, que chega ao fim neste domingo. Na programação, além de destaques nacionais como Móveis Coloniais de Acajú, temos as locais Silva Soul, Martiataka e Dani Vitarelli, que muito tempo frequentou essas paradas, com o “Ladrão”, atormentando a protencionalismo da indústria fonográfica.

Talvez, o que falte ainda seja um canal de comunicação profissional em que as informações e a divulgação da música local possa se fazer presente no repertório cotidiano de nossa cidade. É um sonho e uma necessidade. Há gente suficiente para produzir uma revista sobre o assunto, há músicos e artistas suficiente para que se tenha conteúdo e claro, há público interessado e necessitado pela leitura de tais conteúdos. O que nos falta: fazer!

Abraços e bons acordes para todos,

Convoco músicos e fãs que assinem os comentários desse post com a página do My Space ou qualquer outro endereço que divulgue músicas e trabalhos novos, de qualquer gênero ou lugar. Vamos fazer um listão e depois organizar as coisas.

J P de Olveira

 

A nova cultura e o Taruíra

15 jan

Taruíra é como chamam a lagartixa no Espírito Santo

O Brasil parece viver uma onda positiva em vários aspectos. Não apenas a economia e as condições sociais estão em ascensão, mas a produção cultural e artística também pegou o tubo e parece crescer a cada momento. Nos últimos anos assistimos a uma nova cultura emergindo, uma sopa alternativa que tem a música, grande dom nacional, como a cola inteligente que oferece contato entre pessoas com grandes talentos adormecidos e muitos sonhos ora entorpecidos pelo brilho ofuscante da possibilidade de fama, ora meio covardes, meio autorais fugindo do óbvio, porém prosseguindo caminhando. Este momento pode ser uma ilusão, uma forma de adocicar a platéia, mas o melhor é aproveitar o momento para unir duas questões muito importantes: a necessidade de se produzir, criar, fazer acontecer narrativas e outros trabalhos e a mesma necessidade de uma soma considerável desse repertório ser recompensado em créditos, seja de imagem, mas também financeiramente, não só em oportunidades de parcerias.

Grupos de teatro, música, dança, projetos de cinema, arte contemporânea, exposições, circuitos, publicação de livros, websites e demais produtos culturais estão sendo apoiados por uma sociedade emergente que não quer só comida. Ao mesmo tempo, muitos brasileiros despertaram sua vida para, justamente, produzir cultura e arte. A cada ano emergem músicos, bailarinos,  poetas que almejam que seus trabalhos garantam uma vida social estável, sem a necessidade obrigatória de se verem empregados em tarefas enfadonhas e que lhes tire o tempo das artes e das atividades do espírito, como por exemplo, dormir, pensar ou cantar.

Equipe de gravação no Nas Nuvens - Foto: Paula Ravello

Semana passada tive a oportunidade de fazer parte da equipe que produziu um DVD  para o grupo de choro contemporâneo de Petrópolis, TARUÍRA. A direção geral do projeto ficou a cargo de Felipe Hutter, em parceria com a produtora de vídeo juiz-forana PARARAIO FILMES. Saímos na sexta, 07 de janeiro, de Kombi rumo à Petrópolis. Rômulo Veiga, diretor de cena das gravações, guiou o touro branco com placa do interior de São Paulo. A Kombi 96 aguentou firme a BR e claro, os morrões de Petrópolis, mesmo abarrotada de equipamentos. É interessante perceber como a sociedade atual permite que jovens com mais ou menos cinco anos de experiência de mercado, trabalhando em produtoras, TVs ou agências conseguem se organizar e obter um material bom o suficiente para realizar ótimos trabalhos, melhores do que os de seus ex-patrões. A experiência vivida na era das novas tecnologias e o espírito criativo desbancam o tempo. A maturidade vem para outras coisas, não necessariamente em relação ao talento estético e de narrativa de imagens.

Carlos Watkins - Taruíra

Na sexta à noite, fomos a casa do Carlinho (Carlos Watkins) onde o Taruíra ensaia todas as terças. A ideia era reconhecer a energia do grupo reunido e apresentar a equipe da Pararaio. Estávamos eu, Rômulo, Luis Felipe e o Felipe  Hutter, um dos idealizadores do projeto e a ponte entre Juiz de Fora e Petrópolis. Foram feitas algumas imagens para o making of (minha responsabilidade) e para outros conteúdos extras do DVD. O grupo apresentou cinco músicas, entretanto, uma delas não faria parte do trabalho. A primeira impressão foi muito interessante, apesar da minha voltagem estar virada para música instrumental ultimamente, o que já garantiria pontos bônus ao Taruíra – que conheço desde maio, junho do ano passado. Fiquei emocionadíssimo com a versão do Bolero de Ravel, uma obra universal que no assovio do Taruíra se mistura com o velho e bom baião brasileiro.

Após o ensaio fomos para um bar quase centenário chamado Dangelos. Pelos escritos funcionava desde 1914. O que chamou minha atenção foi a logo e o oferecimento do Café Toko, uma empresa daqui de Juiz de Fora. Cidades médias se encontrando, não!? E debatemos assuntos que versam com a política e os hábitos locais. Descobri que a juventude e os artistas de Petrópolis sofrem com um controle acirrado da sociedade local. Muitos eventos culturais são interrompidos em função de um código de posturas que conserva a não produção de cultura local. Inclusive, na conversa com Breno Morais, fiquei sabendo da luta dos artistas e produtores culturais pela criação de espaços e eventos bacanas na cidade. Estavam organizando uma manifestação com música na segunda, dia 10, pelo Corredor Cultural, a ideia de um dia inteiro de cultura e arte na cidade serrana.

Mauro Pianta (dir. de fotografia) e Luis Felipe (operador)

O sábado mal começou e lá estávamos nós no Nas Nuvens, bar da serra que não abre mais diariamente como pizzaria e só funciona para eventos particulares. Em cima dele existe uma rampa de asa delta. Já havíamos visitado o lugar no dia anterior, mas pela manhã foi possível enxergar a beleza da natureza exuberante de nosso país. De um lado a serra do mar e suas montanhas cobertas por um verde maravilhoso, além de picos que desenham formas orgânicas no céu; do outro, a baía de Guanabara e o Cristo, uma visão de 180º de felicidade – que estará, com certeza, na finalização do material.

Zé Roberto Leão - Taruíra

Perto do meio-dia chegou o resto da equipe: Mauro Pianta – diretor de fotografia; Jorge Luis e Daniel Dias – sócios Pararaio; Felipe Scaldini – operador de steady e Paula Rivello – still. Foi interessante observar que todos nós nos formamos na FACOM/UFJF. Cada um em seu tempo, o Pianta nos anos 80, mas a maioria nesta primeira década do terceiro milênio. Com poucos anos de estrada, estavámos nós ali reunidos para algo interessante e com total empolgação em fazer algo além do correto, do “bonitinho”, queríamos arriscar, errar um pouquinho, mas sabendo que acertaríamos em cheio com nossa audácia – a Pararaio estava utilizando além de uma câmera HVX, duas outras que são originais para fotografia (Cannon 5D e 7D) e que recentemente foram descobertas pelo mundo do audiovisual em função de gravarem em full HD e apresentarem um jogo de lente que deixa qualquer material parecendo Hollywood – óbvio que é preciso técnica, talento e vontade, a máquina por si não resolve o problema. Além dessa turma de JF, a produção ficou por conta de Fábia Rossignoli, que garantiu a paz e a tranquilidade no set e as fotos ficaram a cargo da também petropolitana, Mariana Rocha.

Breno Morais - Taruíra

O Taruíra é um belo arranjo musical que se encontrou pelo choro, arte brasileira com identificação nata com o Rio de Janeiro e que recupera seu lugar com maestria no coração de nossa geração. O grupo tem oito anos de estrada e é composto por Breno Morais (flauta transversa, sax tenor), Carlos Watkins (piano e saxofone), Guto Menezes (cavaquinho), Zé Roberto Leão (violão), Leandro Mattos (Pandeiro) e Yuri Garrido (bateria e percussão). Sua música versa com o choro, a sonoridade da América Latina, mas sem excluir a valsa e outros ritmos universais que se encontram de forma especial em suas harmonias. Em breve o DVD estará pronto, porém antes mesmo do produto final, irei fazer questão de colocar no blog do Coletivo Epinefrina os primeiros resultados dessa parceria profunda e que poderá se revelar duradoura e afortunada. Esperamos em breve uma roda de choro em nossa Juiz de Fora que há anos lamenta em um pranto seco e triste, mas agora deseja recuperar o tempo perdido chorando de felicidade.

Segue um extrato do Taruíria em uma gravação colhida no YouTube:

João Paulo de Oliveira
Jornalista e Artisvista Coletivo Epinefrina

 

 

O Espontâneo

16 nov

O mundo não acontece por acaso, mas por acordos. Espontâneo é um projeto aberto de vídeos sobre a vida urbana no terceiro milênio.

Utilize as novas tecnologias de comunicação e informação (NTCI)  e faça a sua versão do mundo aí fora! Envie o link de seu vídeo para epinefrinaproducoes@gmail.com e o exibimos por aqui!

“O sorriso do crocodilo” [Flash Mob]

23 set

Ação experimental de Resistência – O sorriso do crocodilo.

A ideia é colar sorrisos fechados por zíper na cara de pau dos políticos (nos banners espalhados por ai).

A ação será espontaneamente realizada nas ruas do centro de Juiz de Fora, neste sábado, pela manhã. O ponto principal seria o Calçadão – local disputado a tapa pela militância.
A ideia é colar um exemplar de uma das imagens abaixo (um sorriso fechado com zíper), no rosto dos políticos.
São quatro tamanhos. Talvez seja o caso de fazer um ainda maior.

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