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Novo trabalho de fotos no Blog do Projeto A Sua Violência, A Minha Violência

13 jun

 


Continuo na força do pulso para firmar as marcas de mais uma apresentação. Dessa vez, são as fotos do Corredor Cultural, em Juiz de Fora – MG. São várias extensões desta violência, traduzidas em conceito e imagem. Mas, o que é a imagem senão a força que entra e sai da vista? Pois os psicanalistas gostam de argumentar que o olhar é a extensão do toque”. Então, veja. E toque. Ou bata. Ou apanhe. Ou admire. Ou pense…

As fotos estão no blog do Projeto A Sua Violência, A Minha Violência
http://asuaviolenciaaminhaviolencia.blogspot.com/

Corredor Polonês

2 jun

1º experimento

“vão gritar chega daqui a pouco pra você, você não vai se livrar, não vai conseguir… (sorrindo)
você acha?
acho.
mas isso é porque vocês são muito fortes, né?
brigado. sempre me dizem isso.”
o que será que as pessoas esperam quando está pra começar? menina franzina entre 4 homens que se apresentam como fortes. a força que a mulher precisa pra se sentir segura, protegida, cuidada, amada, admirada, a fragilidade que o homem precisa pra demandar de seu poder e habilidade, alguém a quem manter, como bom projenitor. o cavalheiro e a donzela. mas….
no Corredor Cultural de Juiz de Fora o clima era de festa, de alegria, de abundância. várias coisas acontecendo ao mesmo tempo e a ânsia das pessoas que em nossa cidade não têm o hábito da grande quantidade de ofertas em tempo reduzido. quase meio noite, depois de várias cervejas, com os ânimos a caminho da subida, é anunciado nosso começo, e lá vão 4 cavalheiros a caminho da donzela. está tudo posto, em cima da mesa. já se sabe o que é esperado de cada um e não deveria haver surpresas. epa…! esquecemos de olhar embaixo da mesa…
a cada vez que vamos a público com a proposta desaprendo mais sobre todo esse complexo contexto das relações que envolvem homens e mulheres. quantas e quantas artimanhas são possíveis para a manutenção da lógica comum, até que ponto cada um é capaz de chegar pra garantir o seu lugar? vejo como é a outra extremidade dessa mesma linha, ela mesma, a da força e da fragilidade, do poder e da impotência, do caçador e da caça, da gana e do medo, da brutalidade e da sedução, as armas de início guardadas vão aparecendo e sendo tiradas uma a uma, ai que agonia, coitada, deixa ela sair, tá achando graça? não cede, ela é atriz!, ela vai quebrar, nossa, achei tão sexy, isso não mexe com você?, que isso, ela não sua, aqui dentro você só faz o que a gente permitir, e lá fora?? e lá fora??! há muito mais coisas entre o céu e a terra…
uma mulher, 4 homens, e um público sedento no entorno, com discurso de não aguento ou de quero mais, estão todos ali, cumprindo seus papéis, provocando, cedendo à provocação, alimentando com audiência, transitando entre outros afins.
tenho lido Nietzsche, sempre acabo tendo com ele. “Ver-sofrer faz bem, fazer-sofrer mais bem ainda”. “Sem crueldade não há festa: é o que ensina a mais antiga e mais longa história do homem – e no castigo também há de muito festivo!” será que até castigo participa dessa festa? se sim, a quem será que cada um que está ali está castigando?
me coloco no lugar objetal que todos nós colocamos e somos tantas vezes colocados e várias vezes me vejo fora da roda assistindo e me impressionando com a cena, com o quanto de gozo o horror (ou a referência a ele) pode fazer brotar.
e acho que tudo fica tão vivo por vivermos tantas vezes com maior ou menor intensidade cada um daqueles gestos, daquelas reações, daqueles prazeres. reviver reafirma, independente de como isso vá reverberar (na busca continuidade ou mudança).
nesse ponto me vejo entre muitas tensões, de ideais utópicos a possibilidades concretas, desejos, possibilidades e impossibilidades (se é que estas existem) e precisamente aí, talvez a contra-gosto, não vejo como seguir sem voltar a Nietzsche “…essencialmente, isto é, em suas funções básicas, a vida atua ofendendo, violentando, explorando, destruindo, não podendo sequer ser concebida sem esse caráter.”
difícil negar.

http://asuaviolenciaaminhaviolencia.blogspot.com/

Projeto A Sua Violência, A Minha Violência

Leticia Nabuco e Diego Zanotti

Continuo cruzando…

1 jun

 

1° ato:

Este fim de semana houve uma cruzada.

Uma marcha, mais ou menos organizada, a fim de realizações mais ou menos imprecisas, munida da maior abertura possível ao jogo do mundo e do destino.

Procurava completar minhas casas com a vida dos outros. Talvez o ambiente não fosse o mais propício, ou a minha entrega não tenha sido suficiente, mas de qualquer forma era só um exercício, pra depois me entregar de forma mais (d)eficiente.

Me refiro à minha Primeira Cruzada, realizada no corredor cultural.

Creio que devo reavaliar algumas coisas.

 

2° ato:

Este fim de semana houve uma cruzada.

Uma marcha menos organizada, a fim de realizações bastante precisas, munida da pior estrura possível, num jogo imundo e em desatino.

Tentava contemplar as pausas sem a vida dos outros. Talvez o ambiente não é mais propício, ou a nossa entrega não seja mais suficiente, mas de qualquer forma não entramos em exercício, tudo me parece bastante ineficiente.

Me refiro ao Coletivo Epinefrina, que não participou do corredor cultural.

Creio que devemos reavaliar algumas coisas.

 

Marquemos uma reunião?

 

 

 

Primeira Cruzada – Exercício

27 maio

 

Ignoro a meta, cruzo a reta, realmente não sei. Não faço a menor ideia ou idéia do que será ou sera. Ignoro a regra, perco as prega, sinceramente não rei. Não trago a maior vontade de meter ou me ter no que se é ou se é isso mesmo. Mas cruzo, cruzo muito, a certo e a sinistro, e falo sacanagens tântricas por longos milésimos de segundos pixelizados no frame do passatempo. E, pacientemente, completo as casas.

Vou jogando com o entorno, palavreando como for possível, onde for possível, quando for possível, se isso for possível.

Espero algo ao fim de tudo.

 

Dias 28 e 29 de maio, no CORREDOR CULTURAL
Centro Cultural Bernardo Mascarenhas, 1° piso.
Av. Getúlio Vargas, n° 200.
Juiz de Fora – MG

Altos de passagem

24 maio

 Altos de passagem: experimento que trabalha com trocas residuais, através da construção de intercâmbios em lugares de passagem. Transitando entre a reflexão sobre a possibilidade de alargar uma ideia de patrimônio e esgarçar o conceito de memória, construídos pelas próprias pessoas que atravessam uma praça ao abandonar seus pertences em pontos aleatórios, neste experimento, resíduos são trocados com pertences da artista, tramando uma teia de relações e matérias que poderiam ser entendidas de forma ampla como patrimônios pessoais, coletivos e culturais do espaço urbano, entrelaçando universos íntimos e públicos daqueles que atravessam as fisicalidades de uma praça, por exemplo. Os objetos abrem a possibilidade para a construção de álbuns de família – livros de coleção, bens que guardam simbolicamente a memória e o patrimônio de um grupo de pessoas. A memória é necessariamente uma tentativa de resgate? Poderia o patrimônio se transformar em resíduos a flutuarem entre as trocas sensoriais e corporais de uma cidade? Através dessas questões, seria possível costurar um álbum de coleções corpóreas, materiais e sensoriais, de experiências que transitam entre passagens, que permitem o levantamento de interseções, brechas e tramas transitórias…

Posto em breve novas trocas… Outras a acontecer no Cumbuca.

exposição “Por Um Fio”

24 maio

exposição suspensa

“POR UM FIO”

Não há gravidade na queda.
Nem queda.

Fotografias de Diego Zanotti.

Dias 28 e 29 de maio, no CORREDOR CULTURAL
Centro Cultural Bernardo Mascarenhas, 1° piso.
Av. Getúlio Vargas, n° 200.
Juiz de Fora – MG

Gratuito.

Blog Cine-grafias:
www.cine-grafias.blogspot.com
Projeto A Sua Violência,  A Minha Violência
http://asuaviolenciaaminhaviolencia.blogspot.com/

 

CUMBUCA::Epinefrina no Corredor Cultural!

23 maio

O que é a CUMBUCA?

 

Mostra de projetos e processos de pesquisa que envolvem integrantes do Coletivo Epinefrina. Cumbuca traz a público produções de diversas áreas da arte contemporânea, criando assim outros discursos a partir do diálogo e da contaminação entre artistas, público e ambiente.

 

O Coletivo Epinefrina apresenta para o CORREDOR CULTURAL propostas de vários de seus Núcleos de Trabalho, dividindo com cidade o que acontece nas investigações e produções de cada um de seus integrantes.

 

Onde e Quando?

28/05   sábado

de 22h às 02h

Centro Cultural Bernardo Mascarenhas

Av Getúlio Vargas, 200 – Centro

Juiz de Fora/ MG

dentro da programação do Cabaré de Variedades do Corredor Cultural – Funalfa/Prefeitura de Juiz de Fora

 

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