Epinefrina!

“E – Pi – Ne – Fri – Na – um outro nome para Adrenalina”, disse o astuto professor na aula de glândulas.

“Uma dose desse hormônio é o suficiente para o sujeito levantar e seguir adiante. Dizem que Lázaro despertou da morte depois de ter tomado um susto no inferno – lá era bom!”

Professor, interrompeu o aluno, copiei e colei isso em meu cérebro, é de um site do google: “A Epinefrina é muito importante para a manutenção da vida. Em condições normais, sua presença no sangue é muito pequena. Porém, nos momentos de excitação (medo, euforia) ou estresse emocional, uma grande quantidade de Epinefrina é secretada para atuar sobre determinadas partes do corpo (nervos, músculos, pernas, braços), com o objetivo de prepará-lo para um esforço físico (correr, pular e movimentos que exigem reflexos de forma rápida) ou mental. ”

A aula, obviamente, não foi concluída: Epinefrina é de graça. Mas corre devagar. E quando desperta? Corre solta. Mas qual é o gatilho? De dentro ou de fora? Do dentrofora! Ai, depende. Do que? De cada um, de você…

Epinefrinus Moralles

1 – Do placebo natural para tudo o que não existe, mas nos influencia;

E, de repente, nos deparamos com um mundo real cercado de espinhos e rodeado de perfumes plastificados – é medo, pavor? Taca Epinefrina!
E de repente, o pé no chão que era regra se transforma em excessão – é controle, é asfixia? Pisa Epinefrina!
E de repente, o “muito obrigado” que era cordial se torna caretice – é sistemático, ególatra? Joga Epinefrina!
E de repente, o mundo encantado é chateação – é boréstia sem alegria? Provoca Epinefrina!

2 – Do direito e do desejo de se desvencilhar da realidade e da fantasia;

Nosso direito ao desejo é pago mensalmente em carteira e recibo. Podemos comprar roupas, brinquedos, pessoas e também outras coisas, se possível, todas elas. E nós já temos Epinefrina!
Nosso desejo é um direito que dizem ser contemplado, mas somos confusos, pois deles recebemos mercadoria com defeito de fábrica. O que desejo é ser desejado. O que desejo é Epinefrina.

3 – Dos fatos que levam à estagnação e ao desespero;

É fato que a felicidade é uma pílula que compramos pela manhã, tomamos no almoço e vomitamos no domingo à noite (sempre acompanhada de possibilidades de Epinefrinas).

É fato que a cada manhã desistimos do nosso sonho por que dele esquecemos, por que já está difícil relembrar o que deseja nosso íntimo, o que almeja nosso espírito (por que nele, Epinefrina é rara, por mais latente).

Não há mais espaço para brincadeiras em um mundo tão sério quanto aquele que lhe vendem como primordialmente necessário.
Não há mais espaço nas ruas, elas estão tomadas de fumaça, pressa e silêncio.
Não há mais espaço, nem tempo!

Caso queira uma explicação oficial, institucional, saída dos manuais de planos de comunicação, clique neste link ou desperte Epinefrina!

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