Arquivo | Texto RSS feed for this section

Epinefrina.com

23 maio

o novo site do coletivo já está no ar!

a partir de agora acompanhe nossas postagens em epinefrina.com

Anúncios

nessa 4ª tem !JAM SESSION!

22 maio

Cia Adversa e Coletivo Epinefrina convidam para

IMPROVISOCORPOFALACENASOMPOESIADANÇATEATROIMPROVISO

!Jam Session!

25/05

de 19:30 às 22h

entrada gratuita

Diversão & Arte Espaço Cultural

Halfeld, 1322 – Centro

Cia Adversa e Diversão & Arte – novos sites

12 maio

acessem!

http://ciaadversa.wordpress.com/

http://diversaoearteespacocultural.wordpress.com/

Hoje vi chuva

29 abr



Hoje vi chuva. Quer dizer, outro dia vi chuva. Cheguei em casa, numa terça-feira, quase as seis horas – horário de “não estar em casa” – correndo para pegar algo e logo sair. Não me sentia muito bem e não sai. Na verdade nada de mais, apenas recorrentes dores de cabeça. Tomei um remédio e me sentei para ver nuvens, afim de clariar um pouco a dor. Era a primeira vez que me preparava para ver nuvens. Peguei uma cadeira de praia e me sentei solitariamente no terraço de casa. Nunca na vida uma proposital “sentada” para textura de nuvens.

O meio do céu era branco, mas muito texturizado e nas beiras um monte de cores em paleta. Por 45min observei nuvens negras tomerem o céu, trovões e raios povoarem meus olhos e ouvidos, até que a chuva caísse. Esperei por todo esse tempo, a fim de ver chuva, mas a chuva caiu e eu não vi. Ela caiu e eu só pude sentir seu pingos, não vê-los. Então me abriguei da água cadente e observei novamente fazendo um grande exercício de olhar. Ainda assim não era possível ver os pingos da chuva. Um pouco depois me debrucei no parapeito do prédio e vi chuva lá em baixo, os pingos de água bem perto dos postes e dos farois dos carros. Dai deduzi que só se vê chuva quando há concentração de luz em determinados pontos.

Talvez não seja exatamente isso, mas para esse dia serviu.

Clip Strip Club

8 abr

o site TENHO MAIS DISCOS QUE AMIGOS postou sobre o material que a epinefrina fez no final de semana sobre a banda.

http://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2011/04/07/exclusivo-veja-fotos-da-gravacao-do-clipe-do-stripclub/

Matiataka no Epinéfricos #2

29 mar

Dell Guiducci, às de espadas do Martiataka, diz:

“Tocou o telefone, era o Fausto. “Del, o Santinho ligou perguntando se a gente pode tocar dia 2 no Muzik, na festa do Epinefrina.” Não é um convite que se recuse. Eu disse então: “Claro. Dá uma ligada pro Salomão e eu vejo com o Frango e o Fabrício se eles estão livres.” A gente cumpriu o protocolo e, três minutos depois, o Fausto ligou de novo. “Salomas tá dentro. Tá tudo em cima?”, e eu respondi “Formou.”, e o Fausto finalizou: “A gente vai tocar com uma banda do Rio chamada StripClub.”

Dia 2 de abril a gente sobe ao palco do velho Muzik, onde estreamos nosso repertório autoral abrindo um show do Wander Wildner em 2001, para mais uma noitada roqueira. Um show no Muzik não se recusa. Um convite do Santinho não se recusa. E um evento como o Epinéfricos, oásis no deserto de opções de Juiz de Fora, é duplamente irrecusável. Dose dupla de rock puro e sem gelo. O Martiataka está dentro, e você?”

“A hora da independência”

29 mar
Permito-me aqui, publicar matéria assinada por Bruno Calixto que saiu hoje na Tribuna de Minas. Seu conteúdo está em sintonia com o nosso papo dos últimos dias: formas alternativas de fomentar a música!
O link para o local de origem é este – lembrando que é preciso fazer login para ter acesso ao conteúdo da Tribuna.

A hora da independência

Bruno Calixto
Repórter

2010 – Em um ano de crise econômica mundial, os selos independentes colocaram menos
discos na praça do que o usual. 1990 – O caminho foi a internet, veículo, aliás, cada vez mais utilizado pelos artistas brasileiros. Basta lembrar que muitas bandas adiantaram ou lançaram gratuitamente seus discos pela rede e, em tempos de banda larga, quase todos já circulam por aí antes mesmo do lançamento oficial. Sucesso comercial e prêmios como o Grammy 2011 evidenciaram a influência de bandas como a canadense Arcade Fire, consagrando o trabalho dos selos “indies” e das gravadoras independentes. Uma história que tomou fôlego na virada do milênio.

Por aqui, a conversa parece seguir o mesmo trajeto. No último final de semana, a primeira edição do festival Grito Rock na cidade demonstrou que o mercado da música, pautado na figura da estrela, pode estar perto do fim. Para a curadora do evento, Virgínia Strack, são poucos os que conseguem se beneficiar do aparato disponibilizado pela indústria cultural. “Se você ligar o rádio por uma hora vai ouvir os mesmos artistas sempre. Na televisão, a mesma coisa. Os mesmos no anúncio do shampoo, da cerveja, da loja de eletrodomésticos…”, dispara. “Por outro lado, nunca se viu tantos artistas produzindo de forma independente”, afirma.

Fabrício Ofuji, produtor da Móveis Coloniais de Acaju (banda de Brasília que tocou no Cultural Bar na sexta), considera – com algumas ressalvas – a força dos festivais como fomentadora da cena independente. “É uma possibilidade sim, mas as bandas têm que entender que não é um trabalho só de alguns agentes da música”, defende. “Participa destes festivais um público que atinge formadores de opinião. O Móveis, a cada ano, tem crescido, dobrado a produtividade. A ideia é não ter limites”, salienta o produtor.

Já o baiano Maurício Baia, que se apresentou no sábado, aponta a internet como a grande difusora de novos e notáveis talentos. “A rede possibilitou sucessos que antes não aconteceriam e fracassos que até recentemente não se imaginava”, observa. “Assisti a um documentário americano que colocava o Brasil numa espécie de vanguarda neste assunto, mas aquela era uma visão, pois, para os gringos das gravadoras, o nosso país é um antro de pirataria mal combatida”, desdenha.

Em dois tempos, outros rumos

A conquista do principal prêmio da noite do “Oscar” da música, o Grammy de melhor CD foi para “The suburbs”, projeto do Arcade Fire, lançado pelo pequeno selo Merge, cuja intenção, segundo o vocalista Win Butler em seu discurso de agradecimento, “foi evidenciar o ápice da exposição, influência e reconhecimento obtido pelo indie rock e, eventualmente, pela gravadoras independentes”. O produtor Adriano Daga, da Norcal Produções, em São Paulo, acha que as bandas sempre ditaram tendência e influenciaram comportamentos e concepções estéticas, sendo independentes ou não. “O fato é que essas bandas e estes selos ‘menores’ e independentes estão tendo maior visibilidade e oportunidade, ajudando, assim, a aumentar e a divulgar muito mais novas tendências e modas”, ressalta.

Dividido em duas recentes etapas, este processo começou com nomes que deram os primeiros passos na virada dos anos 1990 para 2000 e, hoje, atingiram espaço na mídia, na moda e no mercado que dita comportamento e concepção estética. “Isso veio com o ‘boom’ da internet, o que fez com que se tornasse cada vez mais acessível a divulgação e a exposição de uma banda”, avalia Daga, citando redes sociais como Orkut, Facebook, Twitter, Fotolog, blogs, MySpace como a principal ferramenta de disseminação da cultura indie.

"Ladrão", de Dani Vitarelli no My space

Novos tempos, novos rumos

Vocalista da banda Hibrida, Tiago Vieira alerta que os rumos do embate entre selos e músicos vão muito além do que o mercado sugere. “Os selos não são ONGs, eles precisam de dinheiro assim como qualquer outra empresa que trabalhe com cultura. O posicionamento e a postura têm que vir do artista, que deve impor limites, administrar sua imagem e carreira para conseguir se manter num lugar ao sol”, diz.

Calcada na carona do avanço da cena independente no país, a Hibrida, que trocou Juiz de Fora por São Paulo em 2010, vem aproveitando as oportunidades sem medo de tentar formas alternativas de divulgação e mercado. “Fazendo shows, ampliando nosso público e crescendo cada dia mais com muito trabalho autoral, disciplina e dedicação”, define Vieira. “As gravadoras maiores ainda dominam uma boa fatia do mercado. Elas ainda detêm as fontes fortes de divulgação em massa como rádio e TV, mas temos que fazer o nosso e acreditar”, alega.

Arctic Monkeys, Blur, Forgotten Boys, Patu Fu, The Strokes, Franz Ferdinand e muitos outros. Todos estes nomes são bons exemplos de bandas que têm aparecido na cena Indie. Mas qual é o caminho do mercado dos “sem mercado”? “O que diferencia o sucesso e longevidade da carreira dessas bandas é justamente a aceitação do público e o foco no tipo de espectador e estilo que o músico desenvolve”, responde Adriano Daga. “Aproveitar a boa maré e crescer, produzir, saber divulgar, tocar muito, gravar sempre e amar o que faz. Essa nova era exige muito amor pela arte”, completa Tiago Vieira, com a certeza de quem – como tantos de sua geração – pretende chegar lá, independente de qualquer outra coisa.

 

%d blogueiros gostam disto: