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Projeto A Sua Violência, A Minha Violência no CCJF – Rio

8 ago

 

 

 

Pessoal, estaremos no dia 12/08, sexta feira,
no Centro Cultural da Justiça Federal, Rio de Janeiro,
às 19h com o Projeto A Sua Violência, a Minha Violência.

A entrada é gratuita.

Acessem o blog do projeto: http://asuaviolenciaaminhaviolencia.blogspot.com/

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COMO QUEIRA::CIA ADVERSA NO RIO NESSA 4ª

17 jul

dentro da programação do “Encontros Coreográficos -Ato 1”.

para mais informações do evento, acesse: http://www.jogocoreografico.com/

20/07  – quarta feira

20h

ingressos: R$10,00 inteira / R$5,00 meia

Teatro Cacilda Becker

Rua do Catete, 338 – Largo do Machado (próximo ao Metrô)

Rio de Janeiro – RJ

sobre a #MarchadaLiberdade e afins…

20 jun

é gente…

bom saber dessas iniciativas.

acho que qualquer ação que favoreça parar de reclamar nos bastidores e falar pra todos ouvirem sobre o que se quer ou não se quer é sempre bem vinda.

mas  acho que ainda mais importante que estas (o que de forma alguma diminui sua importância) é  fazer de cada ação cotidiana mínima uma ação política aliada à política para a qual dizemos bater palmas.

por que inevitavelmente, qualquer ação que façamos é sempre uma ação política.

desde se guardamos nossa binga de cigarro até a próxima lixeira, passando pelos programas de tv a que engordamos as audiências, a que tipo de condição humana os serviços que consumimos  colocam as pessoas que nele atuam, a que tipo de indústria nos colocamos como dependentes, a como agimos com nossos colegas de trabalho, chegando na maneira com que tratamos o garçom…

nossas ações refletem sempre uma escolha, e essa escolha, uma postura política. resta saber com qual postura política ela se alia. vamos ser coerentes.

e o tempo? tempo é uma questão de prioridade…

tá na hora. tá nas nossas mãos.

 

 

Corredor Polonês

2 jun

1º experimento

“vão gritar chega daqui a pouco pra você, você não vai se livrar, não vai conseguir… (sorrindo)
você acha?
acho.
mas isso é porque vocês são muito fortes, né?
brigado. sempre me dizem isso.”
o que será que as pessoas esperam quando está pra começar? menina franzina entre 4 homens que se apresentam como fortes. a força que a mulher precisa pra se sentir segura, protegida, cuidada, amada, admirada, a fragilidade que o homem precisa pra demandar de seu poder e habilidade, alguém a quem manter, como bom projenitor. o cavalheiro e a donzela. mas….
no Corredor Cultural de Juiz de Fora o clima era de festa, de alegria, de abundância. várias coisas acontecendo ao mesmo tempo e a ânsia das pessoas que em nossa cidade não têm o hábito da grande quantidade de ofertas em tempo reduzido. quase meio noite, depois de várias cervejas, com os ânimos a caminho da subida, é anunciado nosso começo, e lá vão 4 cavalheiros a caminho da donzela. está tudo posto, em cima da mesa. já se sabe o que é esperado de cada um e não deveria haver surpresas. epa…! esquecemos de olhar embaixo da mesa…
a cada vez que vamos a público com a proposta desaprendo mais sobre todo esse complexo contexto das relações que envolvem homens e mulheres. quantas e quantas artimanhas são possíveis para a manutenção da lógica comum, até que ponto cada um é capaz de chegar pra garantir o seu lugar? vejo como é a outra extremidade dessa mesma linha, ela mesma, a da força e da fragilidade, do poder e da impotência, do caçador e da caça, da gana e do medo, da brutalidade e da sedução, as armas de início guardadas vão aparecendo e sendo tiradas uma a uma, ai que agonia, coitada, deixa ela sair, tá achando graça? não cede, ela é atriz!, ela vai quebrar, nossa, achei tão sexy, isso não mexe com você?, que isso, ela não sua, aqui dentro você só faz o que a gente permitir, e lá fora?? e lá fora??! há muito mais coisas entre o céu e a terra…
uma mulher, 4 homens, e um público sedento no entorno, com discurso de não aguento ou de quero mais, estão todos ali, cumprindo seus papéis, provocando, cedendo à provocação, alimentando com audiência, transitando entre outros afins.
tenho lido Nietzsche, sempre acabo tendo com ele. “Ver-sofrer faz bem, fazer-sofrer mais bem ainda”. “Sem crueldade não há festa: é o que ensina a mais antiga e mais longa história do homem – e no castigo também há de muito festivo!” será que até castigo participa dessa festa? se sim, a quem será que cada um que está ali está castigando?
me coloco no lugar objetal que todos nós colocamos e somos tantas vezes colocados e várias vezes me vejo fora da roda assistindo e me impressionando com a cena, com o quanto de gozo o horror (ou a referência a ele) pode fazer brotar.
e acho que tudo fica tão vivo por vivermos tantas vezes com maior ou menor intensidade cada um daqueles gestos, daquelas reações, daqueles prazeres. reviver reafirma, independente de como isso vá reverberar (na busca continuidade ou mudança).
nesse ponto me vejo entre muitas tensões, de ideais utópicos a possibilidades concretas, desejos, possibilidades e impossibilidades (se é que estas existem) e precisamente aí, talvez a contra-gosto, não vejo como seguir sem voltar a Nietzsche “…essencialmente, isto é, em suas funções básicas, a vida atua ofendendo, violentando, explorando, destruindo, não podendo sequer ser concebida sem esse caráter.”
difícil negar.

http://asuaviolenciaaminhaviolencia.blogspot.com/

Projeto A Sua Violência, A Minha Violência

Leticia Nabuco e Diego Zanotti

Penso, logo desisto: texto Leo Nabuco no blog Núcleo do Dirceu

1 jun

Renata, esse vai pra você.

Mas também pra todos nós.

 

Pensando mais um pouquinho sobre como fazer deste triângulo PENSAMENTO – DISCURSO – AÇÃO um círculo, e transformar essa forma simples que é a mais firme, estrutural, estável, hierárquica, na forma mais simples do círculo, oscilante, instável, dinâmica, chego a conclusão nenhuma, desisto.

Estou às voltas com a pergunta do Fukushima: como superar o grande cansaço? Não sei bem o que fazer pra melhorar deste mal-estar da contemporaneidade, que a Olgária Matos me contou essa semana e eu entendi tudinho. Lembro do caso que o André Lepecki contava nas palestras do seu livro que eu não li, mas que se chama mais ou menos “dança exaurida”, ou “dança exaustiva”, sobre as críticas ácidas que a Vera Mantero recebia na estréia de sua peça “Uma misteriosa coisa disse E.E. Cummings”. Ao que ela dizia repetidamente durante toda a peça frases como – “uma impossibilidade, uma dúvida, um impedimento, atrozes” – sempre terminando suas frases com a palavra “atroz”, o público respondia à quase imobilidade dela em cena – “Artrose!”

Estamos como a família do filme “Home”, que a Ursula Meier dirigiu, enclausurados por nós mesmos na negação de uma situação que não podemos reverter, e que já prevíamos fazia tempo.

Na busca de tentar entender em mim mesmo o porquê dessa ânsia pelo contato com o outro, me pego em armadilhas de uma abordagem de documentarista que prefere conhecer sem se permear. Em que a relação com o outro é atravessada por uma mídia, intermediada por um microfone, supervisionada por uma lente. Penso sobre a experiência de uma filmagem como uma experiência essencialmente deslocada, que, sempre incompleta, aponta pra sua concretização posteriormente, na exibição do filme. Uma experiência de propósito futuro, uma promessa de ser, de fato, em outro espaço-tempo que não o de agora, da filmagem, do contato direto entre as pessoas. Será que estou realmente mais interessado nessa projeção do que no agora?

As artes performáticas tem o potencial político de ser a resistência por uma experiência do agora; eu diante de você e as infinitas possibilidades desse encontro, no mundo de desencontros, deslocamentos e desencantamentos em que vivemos. No mundo de promessas não cumpridas, de promessas impossíveis. E eu, com os dois pés fincados nesse mundo, sou vítima de mim mesmo, enquanto procuro uma idéia para uma ação que seja interessantíssima, com um discurso colocado claramente, uma documentação super bem pensada, que comunica super bem para a posteridade, mas escorrega no meio, no cerne da questão da performatividade:

EU + VOCÊ (AGORA)

O modelo de produção em arte (especialmente para a dança) que impera hoje agravou em nós muitos problemas, mas eu tendo a acreditar que o principal deles foi o de prescindir do público pra sobreviver. Passamos a depender principalmente de editais para pagar o nosso trabalho, e nosso discurso para sobreviver nesse regime de competição, que contempla uns poucos dentre todos misturados no mesmo balaio, tem como interlocutor uma elite do pensamento e/ou atuação política do campo artístico que se aplique, nas figuras das comissões de avaliação, ou ainda marqueteiros de grandes empresas que não fazem idéia e não dão a mínima. Terminado o processo, cumprido o cronograma, acertadas as contra-partidas, temos uma obra! Mas quase ninguém se dispõe a pagar um tostão qualquer pra assistir uma peça de dança, e ai do artista que já não tiver engatilhados outros tantos projetos esperando aprovação. Gira a roda da geração de obras natimortas. E claro, existem as exceções, como não podia deixar de ser… só que eu não conheço unzinho só que sobreviva do seu público. O público ficou de fora do mecanismo, e nossa distância dele fica cada vez maior. Agora nós temos que nos reconciliar não com o público, mas conosco, e tentar entender por quê diabos mesmo a gente faz isso que a gente faz? Pra quê? Pra quem?

Leo Nabuco

http://nucleododirceu.com.br/penso-logo-desisto/

OBSCENA: coletivo de BH – dêem uma sacada

1 jun

 

http://www.obscenica.blogspot.com/

COMO QUEIRA::Cia Adversa no Corredor Cultural

26 maio

Como Queira

no Corredor Cultural – Funalfa/ Prefeitura de Juiz de Fora

28/05 – sábado

17h

entrada gratuita

Centro Cultural Bernardo Mascarenhas

Av. Getúlio Vargas, 200, Centro – Juiz de Fora/MG

acesse: http://ciaadversa.wordpress.com/

 

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