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Mantra

1 ago

Poesia Biosonora

 

 

 

“A expansão do eixo”

 

 

 

 

 

 

“Respire com a Terra”

 

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Cruzando

29 jun

 

Depois das primeiras incursões, a espada, acidentalmente erguida, pesou.
Depois de uma xícara de chá, a coisa fluiu um pouco melhor.
Eis o resultado.

Artista: André Fonseca
Proposta: Cruzadas

Cruzadas – exercícios

As Cruzadas – exercícios são experiências em que o artista pretende preencher “quadros de palavras cruzadas” com termos suscitados a partir de suas observações ou interações com um determinado ambiente. Cada ambiente será previamente escolhido e tomado como campo de trabalho por um período de tempo restrito, mas indeterminado, uma vez que cada ação deve durar o tempo necessário para o artista conseguir preencher completamente um quadro do passatempo. Não haverá dicas ou sugestões em quaisquer casas do quadro. Durante todo o tempo, uma filmadora irá registrar parte do que acontece ao seu redor e estes registros, tanto os arquivos audiovisuais quanto os “quadros de palavras cruzadas”, serão armazenados para serem utilizados nas propostas Cruzadas – instalações.

Cruzadas – instalações

As Cruzadas – instalações são ambientes montados a partir dos registros de cada experiência realizada no projeto Cruzadas – exercícios. Os vídeos gravados, quadros de palavras cruzadas preenchidos, e qualquer material resultante de cada um dos experimentos serão utilizados na montagem de uma instalação a ser experimentada pelo público. Cada instalação terá suas especificidades a partir da experiência vivenciada pelo artista nos exercícios. A princípio, o artista pretende realizar oito exercícios, dos quais resultarão oito instalações.

Paciência

26 jun

“Levo as coisas com paciência, na falta de outro modo de suportá-las” (Van Gogh, em carta endereçada a seu irmão, Théo).

Inspire e expire.

Isto tem me perseguido, ou tenho perseguido isto. Vou vendo que todo desconforto é suportável, e aos poucos passa a confortável, nova força. Tom Zé sempre pausa: “tenha calma”.

Sinta a postura.

Às vezes não sei, acho que pode ser ou não, e sempre quando acho que tenho certeza é que me lembro do artista da fome, de Kafka. Penso em fazer jejum, mas melhor seria não ter o que comer. Não sentir este apetite todo, mesmo. Quem sabe só respirar…

Respire luz.

Acho que vou para uma leitura descompromissada, ou jogar sem querer um papel amassado e desinteressante no canto da rua. Ou praticar algum joguete de passatempo com cartas de baralho, palavras a completar ou algo que lembre a minha infância, quando o mundo compactuava comigo um pouco mais que hoje. Vou alargando ou cortando o lóbulo da minha orelha calmamente, sangrando paulatinamente. Sem reciclar o lixo mas sendo reciclado por ele.

Vou comer alguma coisa, mas não tenho fome. E ninguem me assiste do outro lado da grade, só lê, e cruza.

Continuo cruzando…

1 jun

 

1° ato:

Este fim de semana houve uma cruzada.

Uma marcha, mais ou menos organizada, a fim de realizações mais ou menos imprecisas, munida da maior abertura possível ao jogo do mundo e do destino.

Procurava completar minhas casas com a vida dos outros. Talvez o ambiente não fosse o mais propício, ou a minha entrega não tenha sido suficiente, mas de qualquer forma era só um exercício, pra depois me entregar de forma mais (d)eficiente.

Me refiro à minha Primeira Cruzada, realizada no corredor cultural.

Creio que devo reavaliar algumas coisas.

 

2° ato:

Este fim de semana houve uma cruzada.

Uma marcha menos organizada, a fim de realizações bastante precisas, munida da pior estrura possível, num jogo imundo e em desatino.

Tentava contemplar as pausas sem a vida dos outros. Talvez o ambiente não é mais propício, ou a nossa entrega não seja mais suficiente, mas de qualquer forma não entramos em exercício, tudo me parece bastante ineficiente.

Me refiro ao Coletivo Epinefrina, que não participou do corredor cultural.

Creio que devemos reavaliar algumas coisas.

 

Marquemos uma reunião?

 

 

 

Primeira Cruzada – Exercício

27 maio

 

Ignoro a meta, cruzo a reta, realmente não sei. Não faço a menor ideia ou idéia do que será ou sera. Ignoro a regra, perco as prega, sinceramente não rei. Não trago a maior vontade de meter ou me ter no que se é ou se é isso mesmo. Mas cruzo, cruzo muito, a certo e a sinistro, e falo sacanagens tântricas por longos milésimos de segundos pixelizados no frame do passatempo. E, pacientemente, completo as casas.

Vou jogando com o entorno, palavreando como for possível, onde for possível, quando for possível, se isso for possível.

Espero algo ao fim de tudo.

 

Dias 28 e 29 de maio, no CORREDOR CULTURAL
Centro Cultural Bernardo Mascarenhas, 1° piso.
Av. Getúlio Vargas, n° 200.
Juiz de Fora – MG

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