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Quinteto São do Mato – IMAGINASOM

30 mar

A produção musical em Juiz de Fora promete ser bastante movimentada este ano. Como venho falando, alguns projetos estão dando frutos de se encher os olhos. Hoje, lançamos a primeira música/projeção do espetáculo IMAGINASOM, uma homenagem ao cinema feita pelo Quinteto São do Mato em parceria com o Coletivo Kinoia.

O evento aconteceu em novembro do ano passado e será lançado em DVD (produzido pela Produtora Multi-Meios da UFJF)  em breve.

Matiataka no Epinéfricos #2

29 mar

Dell Guiducci, às de espadas do Martiataka, diz:

“Tocou o telefone, era o Fausto. “Del, o Santinho ligou perguntando se a gente pode tocar dia 2 no Muzik, na festa do Epinefrina.” Não é um convite que se recuse. Eu disse então: “Claro. Dá uma ligada pro Salomão e eu vejo com o Frango e o Fabrício se eles estão livres.” A gente cumpriu o protocolo e, três minutos depois, o Fausto ligou de novo. “Salomas tá dentro. Tá tudo em cima?”, e eu respondi “Formou.”, e o Fausto finalizou: “A gente vai tocar com uma banda do Rio chamada StripClub.”

Dia 2 de abril a gente sobe ao palco do velho Muzik, onde estreamos nosso repertório autoral abrindo um show do Wander Wildner em 2001, para mais uma noitada roqueira. Um show no Muzik não se recusa. Um convite do Santinho não se recusa. E um evento como o Epinéfricos, oásis no deserto de opções de Juiz de Fora, é duplamente irrecusável. Dose dupla de rock puro e sem gelo. O Martiataka está dentro, e você?”

Assanhado – (Jacob do Bandolim) Taruíra|Pararaio Filmes

29 mar

“Assanhado” é um dos maiores sucessos do grande Jacob do Bandolim. A música, clássica das rodas de choro, já foi interpretado por grandes nomes como Yamandú Costa e agora, finalmente, a versão em vídeo que faz fazer parte do DVD “Gravado nas nuvens”.

Essa e mais outras você confere no lançamento do DVD, dia 31 de março, a partir das 22h, no Muzik.

“A hora da independência”

29 mar
Permito-me aqui, publicar matéria assinada por Bruno Calixto que saiu hoje na Tribuna de Minas. Seu conteúdo está em sintonia com o nosso papo dos últimos dias: formas alternativas de fomentar a música!
O link para o local de origem é este – lembrando que é preciso fazer login para ter acesso ao conteúdo da Tribuna.

A hora da independência

Bruno Calixto
Repórter

2010 – Em um ano de crise econômica mundial, os selos independentes colocaram menos
discos na praça do que o usual. 1990 – O caminho foi a internet, veículo, aliás, cada vez mais utilizado pelos artistas brasileiros. Basta lembrar que muitas bandas adiantaram ou lançaram gratuitamente seus discos pela rede e, em tempos de banda larga, quase todos já circulam por aí antes mesmo do lançamento oficial. Sucesso comercial e prêmios como o Grammy 2011 evidenciaram a influência de bandas como a canadense Arcade Fire, consagrando o trabalho dos selos “indies” e das gravadoras independentes. Uma história que tomou fôlego na virada do milênio.

Por aqui, a conversa parece seguir o mesmo trajeto. No último final de semana, a primeira edição do festival Grito Rock na cidade demonstrou que o mercado da música, pautado na figura da estrela, pode estar perto do fim. Para a curadora do evento, Virgínia Strack, são poucos os que conseguem se beneficiar do aparato disponibilizado pela indústria cultural. “Se você ligar o rádio por uma hora vai ouvir os mesmos artistas sempre. Na televisão, a mesma coisa. Os mesmos no anúncio do shampoo, da cerveja, da loja de eletrodomésticos…”, dispara. “Por outro lado, nunca se viu tantos artistas produzindo de forma independente”, afirma.

Fabrício Ofuji, produtor da Móveis Coloniais de Acaju (banda de Brasília que tocou no Cultural Bar na sexta), considera – com algumas ressalvas – a força dos festivais como fomentadora da cena independente. “É uma possibilidade sim, mas as bandas têm que entender que não é um trabalho só de alguns agentes da música”, defende. “Participa destes festivais um público que atinge formadores de opinião. O Móveis, a cada ano, tem crescido, dobrado a produtividade. A ideia é não ter limites”, salienta o produtor.

Já o baiano Maurício Baia, que se apresentou no sábado, aponta a internet como a grande difusora de novos e notáveis talentos. “A rede possibilitou sucessos que antes não aconteceriam e fracassos que até recentemente não se imaginava”, observa. “Assisti a um documentário americano que colocava o Brasil numa espécie de vanguarda neste assunto, mas aquela era uma visão, pois, para os gringos das gravadoras, o nosso país é um antro de pirataria mal combatida”, desdenha.

Em dois tempos, outros rumos

A conquista do principal prêmio da noite do “Oscar” da música, o Grammy de melhor CD foi para “The suburbs”, projeto do Arcade Fire, lançado pelo pequeno selo Merge, cuja intenção, segundo o vocalista Win Butler em seu discurso de agradecimento, “foi evidenciar o ápice da exposição, influência e reconhecimento obtido pelo indie rock e, eventualmente, pela gravadoras independentes”. O produtor Adriano Daga, da Norcal Produções, em São Paulo, acha que as bandas sempre ditaram tendência e influenciaram comportamentos e concepções estéticas, sendo independentes ou não. “O fato é que essas bandas e estes selos ‘menores’ e independentes estão tendo maior visibilidade e oportunidade, ajudando, assim, a aumentar e a divulgar muito mais novas tendências e modas”, ressalta.

Dividido em duas recentes etapas, este processo começou com nomes que deram os primeiros passos na virada dos anos 1990 para 2000 e, hoje, atingiram espaço na mídia, na moda e no mercado que dita comportamento e concepção estética. “Isso veio com o ‘boom’ da internet, o que fez com que se tornasse cada vez mais acessível a divulgação e a exposição de uma banda”, avalia Daga, citando redes sociais como Orkut, Facebook, Twitter, Fotolog, blogs, MySpace como a principal ferramenta de disseminação da cultura indie.

"Ladrão", de Dani Vitarelli no My space

Novos tempos, novos rumos

Vocalista da banda Hibrida, Tiago Vieira alerta que os rumos do embate entre selos e músicos vão muito além do que o mercado sugere. “Os selos não são ONGs, eles precisam de dinheiro assim como qualquer outra empresa que trabalhe com cultura. O posicionamento e a postura têm que vir do artista, que deve impor limites, administrar sua imagem e carreira para conseguir se manter num lugar ao sol”, diz.

Calcada na carona do avanço da cena independente no país, a Hibrida, que trocou Juiz de Fora por São Paulo em 2010, vem aproveitando as oportunidades sem medo de tentar formas alternativas de divulgação e mercado. “Fazendo shows, ampliando nosso público e crescendo cada dia mais com muito trabalho autoral, disciplina e dedicação”, define Vieira. “As gravadoras maiores ainda dominam uma boa fatia do mercado. Elas ainda detêm as fontes fortes de divulgação em massa como rádio e TV, mas temos que fazer o nosso e acreditar”, alega.

Arctic Monkeys, Blur, Forgotten Boys, Patu Fu, The Strokes, Franz Ferdinand e muitos outros. Todos estes nomes são bons exemplos de bandas que têm aparecido na cena Indie. Mas qual é o caminho do mercado dos “sem mercado”? “O que diferencia o sucesso e longevidade da carreira dessas bandas é justamente a aceitação do público e o foco no tipo de espectador e estilo que o músico desenvolve”, responde Adriano Daga. “Aproveitar a boa maré e crescer, produzir, saber divulgar, tocar muito, gravar sempre e amar o que faz. Essa nova era exige muito amor pela arte”, completa Tiago Vieira, com a certeza de quem – como tantos de sua geração – pretende chegar lá, independente de qualquer outra coisa.

 

Não se esqueçam do lenço!

28 mar

Dia 31 de Março, no CAFÉ MUZIK – 22h

Lançamento DVD “Gravado nas nuvens” + Taruíra + Quinteto São do Mato + Jam Session

Não se esqueçam do lenço!

Ano passado, fui convidado pelo Felipe Hutter para integrar a produção do DVD “Gravado nas nuvens” de um grupo de choro contemporâneo de Petrópolis, o Taruíra (http://taruira.com.br). Em janeiro, fomos à cidade serrana, onde a Pararaio (http://pararaiofilmes.com.br) produziu com muito êxito e coragem, um projeto de parceria e esperança na produção alternativa e independente de conteúdo de qualidade. E isso, a custos baixíssimos – cada um acabou bancando a ideia de forma imaterial e material também! Na equipe, além do Rômulo, Dani, Jorge e Luiz da Pararaio, daqui de Juiz de Fora, participaram das gravações Mauro Pianta, Scaldini, Felipe, eu e a Paula Rivello, fotógrafa da Tribuna. Utilizamos câmeras fotográficas para a captação das imagens e o resultado foi bastante interessante, já que estes equipamentos permitem uma flexibildade maior em termos de lentes, distâncias focais e movimentos. O vídeo promo no YouTube – http://www.youtube.com/watch?v=ee-rp-EhU94

O still desse dia pode ser visto através do Facebook e Flickr e estão nesse álbum (Paula Rivello) e nesse, da Mariana Rocha, fotógrafa de Petrópolis.

Paula Rivello - Petrópolis 08/01/2011

Muito mais do que um evento institucional, o lançamento do DVD “Gravado nas nuvens”, primeiro do Taruíra, é uma tentativa de descobrir, descortinar um universo de produção cultural em Juiz de Fora que existe, mas que não tem uma organização clara e sofre com a pouca valorização de público e financiadores. E olha que a Funalfa está colaborando e muito com a explosão cultural nestes últimos meses por aqui.

Além disso, a parceria entre Juiz de Fora e Petrópolis é bastante estratégica. Quando fui conhecer o Taruíra, fomos a uma casa tradicional chamada Dangelos, de 1914, cheia de vitrais em espelho etc e talz. Para minha surpresa, o patrocinador daquilo tudo era o Café Toko – concluí que a marca exibida no espelho, única, teria bancado uma parcela da reforma ou mesmo, o espelho. Falei com o pessoal do grupo e a maioria conhecia o café, mas nenhum imaginava que era daqui de Juiz de Fora. Percebi com a conversa que muitas necessidades de trabalho e de criação de cultura eram parecidas. Sofremos uma influência muito grande do Rio e nosso imaginário sempre está fora de nossas cidades. Há produção artística, porém desarticulada; a participação do estado é intermitente e, às vezes, desproporcional, pesando para um lado apenas… essas e outras foram as conclusões a que chegamos. E mais, entre as capitais Rio e BH, Juiz de Fora com meio milhão e Petrópolis com 350 mil, são as maiores cidades, mas que não se conhecem e talvez possam passar a se complementar, em função de haver características próprias, um pouco distantes, porém com necessidades muito próximas e gente animada e talentosa.

Por fim, fazer a comunicação dessas ideias e desses produtos culturais, cada vez mais é facilitada pelas novas tecnologias e a internet. A produção de conteúdo é rápida e a sua distribuição, mais ainda. Como estamos na era da contribuição e colaboração, para tentar sair do bojo monopolizado nada melhor do que formar projetos com pessoas que querem crescer e que acreditam que é possível fazê-lo através de ideias e por vias alternativas como as cidades médias e, principalmente, pela rede, onde, aparentemente, somos todos horizontais, independente de nosso ponto no mapa ou posição social.

Ficaria muito feliz se pudessem comparecer ao evento ou, ao menos, divulgá-lo para pessoas que possam gostar de boa música. Na noite teremos ainda o Quinteto São do Mato – com músicas trabalhadas em cima de temas turcos, ciganos, latinos e brasileiros (baixe as músicas do primeiro CD do Quinteto pelo link a seguir: http://quintetosaodomato.com/musicas/), além de uma Jam Session com os grupos e outros músicos convidados.

Desde já, agradeço por tudo e espero você no Muzik, nesta quinta, a partir das 22h – tenho certeza que seu espírito sairá de lá satisfeito e alimentado. Só não se esqueça do lenço!

Abaixo seguem dois flyers virtuais do lançamento. Caso curta o evento, pode passar para seus contatos nas redes, seria ótimo! Leve também seus familiares e amigos não-virtuais!!!

Muito Obrigado, um forte abraço,

João Paulo de Oliveira

 

Há música em Juiz de Fora!

27 mar

2011 começou para mim em novembro do ano passado e o reveillon foi celebrado a música. Em meio aos preparativos do Festival Comportamentos Alternativos, que aconteceria em dezembro, acabei me envolvendo com o espetáculo “Imaginasom“, criação-homenagem ao cinema, com imagens selecionadas pelo Coletivo Kinoia (RJ) e musicado pelo Quinteto São do Mato e, tudo isso ao vivo no Theatro Central. Participei da divulgação, da produção e claro, da felicidade divida com artistas, produtores e público. A satisfação por assistir a um evento diferenciado, com ideia, criatividade e talento me fez pensar sobre o que nossa cidade pode construir com tantos músicos excelentes e uma platéia faminta por novidade e qualidade.

Estas imagens foram transmitidas ao vivo pelo Twitter do Quinteto que, além do show, teve também alguns dos ensaios sendo transmitidos pela internet durante a preparação para o Imaginasom. O site do Quinteto ainda está em construção, mas as músicas do primeiro CD e outras informações já estão por lá – acesse: quintetosaodomato.com. Em breve, o DVD com o espetáculo já estará disponível ao público e terá um grande lançamento em Juiz de Fora, aguardem!

E dezembro chegou com o Festival Comportamentos Alternativos promovido e produzido pelo Coletivo Epinefrina sob a tutela de Bruno Santos, o Santinho. Nele reunimos oito bandas locais e fizemos o seguinte desafio: cada grupo teria meia-hora para tocar, sendo que apenas uma música poderia ser de outro artista. Portanto, a maioria do que rolou no Diversão & Arte foram criações autorais de músicos que, geralmente, possuem um repertório de covers conhecido, pedido e ovacionado pelo público e por casas comerciais. Participaram do projeto: Riffari, Neurotica, Expanded Nose, Matilda, Quinteto São do Mato,  Híbrida, Aquilantes e Silva Soul. A ideia era juntar amigos e pessoas que não se conheciam, mas que estão em busca do mesmo objetivo: levar a música de Juiz de Fora para o público e de forma independente. Cada banda teve uma de suas músicas gravada e em breve serão lançados um CD do Festival – para download, e um DVD com as apresentações. O Festival além de promover a exibição das bandas, teve como objetivo entregar de forma gratuita para os participantes, conteúdo para divulgação de suas músicas. Assista abaixo o vídeo promocional do DVD:

Em 2011, o Festival Comportamentos Alternativos promete ser ainda mais completo e independente.

O ano mal havia começado e uma viagem (adiada de outubro de 2010) apareceu e abalou minhas redes. O primeiro final de semana deste ciclo solar aprofundou meus ouvidos e o coração para a música e, ao mesmo tempo, encantou a oportunidade de estar participando de uma produção audiovisual. Aliás, por falar em olhos, os meus ficaram admirados com a paisagem do “Nas Nuvens”, localizado na serra do mar e palco para a gravação do 1º DVD do grupo de choro contemporâneo Taruíra, de Petrópolis.

O trabalho rendeu frutos para a vida pessoal. Tantos os músicos do Taruíra, quanto produtores e outros participantes da gravação do DVD se mostraram pessoas muito receptivas e com grande afeto pela música e pelo grupo da produtora Pararaio Filmes. Ali se formou uma parceria entre as duas grandes cidades médias entre o Rio e BH. Agora, no próximo dia 31, o resultado desse dia será exibido para o público em um evento que, provavelmente, confirmará ainda mais a vocação de Juiz de Fora para o lançamento de grandes artistas e álbuns. Essa tradição, um pouco esquecida, foi muito bem seguida nos anos 1970 e 1980 por artistas como Chico Buarque e Milton Nascimento que, antes mesmo da 1ª exibição de suas obras no Rio e outras capitais, cantavam para a cidade. Inclusive, neste último fim de semana, o pianista Nelson Freire fez a estréia de seu recital no teatro Pró-Música, primeira participação do pianista em terras brasileiras com o novo trabalho e em 2011.

Além destes três eventos em que tive a oportunidade de participar diretamente, muitos outros novos trabalhos e programas promovidos em Juiz de Fora vêm chamando a atenção e criando um novo público ou pelo menos, despertando um público que sempre existiu, mas que estava desorganizado e órfão de  informações e boas oportunidades como, por exemplo, Epinéfricos # – shows de rock´n roll na veia produzido por Santinho, pelo núcleo de música do Col. Epinefrina e o próprio Grito do Rock JF, que chega ao fim neste domingo. Na programação, além de destaques nacionais como Móveis Coloniais de Acajú, temos as locais Silva Soul, Martiataka e Dani Vitarelli, que muito tempo frequentou essas paradas, com o “Ladrão”, atormentando a protencionalismo da indústria fonográfica.

Talvez, o que falte ainda seja um canal de comunicação profissional em que as informações e a divulgação da música local possa se fazer presente no repertório cotidiano de nossa cidade. É um sonho e uma necessidade. Há gente suficiente para produzir uma revista sobre o assunto, há músicos e artistas suficiente para que se tenha conteúdo e claro, há público interessado e necessitado pela leitura de tais conteúdos. O que nos falta: fazer!

Abraços e bons acordes para todos,

Convoco músicos e fãs que assinem os comentários desse post com a página do My Space ou qualquer outro endereço que divulgue músicas e trabalhos novos, de qualquer gênero ou lugar. Vamos fazer um listão e depois organizar as coisas.

J P de Olveira

 

Epinéfricos #002

24 mar

Calma, a adrenalina está voltando.

Depois de enlouquecer a noite do Muzik com muito rock´n roll em fevereiro, Epinéfricos # retorna para a sorte dos pés frenéticos e dos ouvidos órfãos de Juiz de Fora:

DIA 02 de ABRIL, 23h

Café Muzik

Strip Club do Rio de Janeiro e MARTIATAKA vão dar o clima da festa!

StripClup MySpace

Martiataka MySpace

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