cultivos

22 jun

Gosto muito de ler o blog do tom zé. Esse cara é bacana demais. Pois é, essa semana uma das coisas que disse foi sobre suas violetas:

“Em casa há uma janela favorecida por uma luminosidade que põe estas violetas em flor. Violeta não gosta de sol direto, precisa ser filtrado por vidro. São criadas com vó, como se diz na Bahia sobre as pessoas mimadas. Os cuidados com elas, porque domésticos, não ficam por minha conta, mas olhá-las, sim. Neste sol de inverno elas estão se abrindo como de gente que acorda.”

Fiquei pensando nas gentes que é como violeta, tem que haver cuidado se não murcha. Tem outras gentes que é mais capim, está onde está – dá até pra pisar! – que lá está firme e forte.

De qualquer forma, neste inverno, um sol que vem direto acho que cai bem.
Mas acho que só vou conseguir acordar mesmo de verdade no verão. Fico igual macunaíma, numa preguiça só… Nisso, a continuidade das trocas vão se adiando. Enquanto isso, olho pras coisas que estou colecionando. Estou pensando em desistir do álbum. Estou mais na vontade de ter eles vivos aqui comigo. Coisa de apego, aliada a uma vontade de sair das ideias megalomaníacas… As vezes o album pode também sair, mas aos pouquinhos, devagar como eu no inverno, e daí ele vai ser tombado só lá pra frentão. Minha primeira meta é achar um lugar ou talvez uma função pra um pedaço de balão vermelho; bastante simpático inclusive. Se colar, continuo. Alguma ideia?

Pensei que dá pra pregar na parede e guardar os trocados que vão surgindo. Ou também pensei que dá pra só pregar na parede. Mas como disse uma vez David Lynch: “it’s only ideas…”.

OBS: Esse post do joão sobre a marcha da liberdade, entre outras coisas, acabou me atiçando pra caçar mais coisas sobre a(r)tivismo e intervenções… Encontrei esse livro que parece ser massa e me chamou atenção: “Insurgências poéticas – Arte ativista e ação coletiva”, de
André Mesquita. Interessou.
Achei esse resuminho no site do coletivo poro de bh:

“Bibliografia indispensável para quem pesquisa Arte&Política, intervenções urbanas e  coletivos artísticos, este livro busca tornar visíveis os modos de recomposição política dos movimentos sociais e seus pontos de contato com um conjunto recente de ações artísticas surgidas em países como Estados Unidos, França, Espanha, Canadá, Argentina e Brasil, especialmente entre os anos de 1990 e 2000.”

Alguém conhece?

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4 Respostas to “cultivos”

  1. Leticia Nabuco junho 22, 2011 às 7:38 pm #

    oi lu!
    o livri eu não conheço, mas qto ao balão, vc conhcece um filme do Hou Hsiao Hsien chamado “o vôo do balão vermelho”?
    lindíssimo, talvez te inspire….
    bjos!

  2. andrefonseca junho 24, 2011 às 5:55 pm #

    Isso de achar um lugar ou uma função para cada novo adotado é muito bom!! A ação ganha mais movimento ao mesmo tempo que estabiliza a memória afetiva de cada troca. Uma possibilidade: estar em um lugar pode ser o exercício de uma função. Bjo!!

  3. Lu junho 25, 2011 às 11:36 pm #

    Olha let.. muito bem lembrado! Já escutei muito falar desse filme, mas nunca assisti… Agora vai ser uma ótima oportunidade! Vou tentar baixá-lo.
    Xu, comecei a pensar nesse lance do lugar justamente pra tensionar essa questão da função. Vamos conversando…
    Beijos!!

  4. Claudia agosto 8, 2011 às 12:18 am #

    Oi Lu, bela contribuição. Grata, beijocas.

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