Altos de passagem

24 maio

 Altos de passagem: experimento que trabalha com trocas residuais, através da construção de intercâmbios em lugares de passagem. Transitando entre a reflexão sobre a possibilidade de alargar uma ideia de patrimônio e esgarçar o conceito de memória, construídos pelas próprias pessoas que atravessam uma praça ao abandonar seus pertences em pontos aleatórios, neste experimento, resíduos são trocados com pertences da artista, tramando uma teia de relações e matérias que poderiam ser entendidas de forma ampla como patrimônios pessoais, coletivos e culturais do espaço urbano, entrelaçando universos íntimos e públicos daqueles que atravessam as fisicalidades de uma praça, por exemplo. Os objetos abrem a possibilidade para a construção de álbuns de família – livros de coleção, bens que guardam simbolicamente a memória e o patrimônio de um grupo de pessoas. A memória é necessariamente uma tentativa de resgate? Poderia o patrimônio se transformar em resíduos a flutuarem entre as trocas sensoriais e corporais de uma cidade? Através dessas questões, seria possível costurar um álbum de coleções corpóreas, materiais e sensoriais, de experiências que transitam entre passagens, que permitem o levantamento de interseções, brechas e tramas transitórias…

Posto em breve novas trocas… Outras a acontecer no Cumbuca.

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